Como comparação, em outubro os juros na modalidade foram de 13,73% ao mês e de 368,27% ao ano.
Segundo a associação, a piora do cenário econômico contribui para a elevação da taxa, à medida que os bancos elevam os juros devido ao risco maior de inadimplência dos consumidores. A inflação pressionada, o aumento dos impostos e o desemprego elevado agravam esse panorama, diz a associação.
"Tudo isto somado e o fato de que as expectativas para 2016 serem igualmente negativas quanto a todos estes fatores levam as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência", afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac, em comunicado.
No cheque especial, os juros atingiram 10,56% ao mês (ou 233,56% ao ano), ainda no maior patamar desde setembro de 1999.
Os juros médios para pessoa física chegaram a 7,43% em novembro (ou 136,32% ao ano), ante 7,30% ao mês (ou 132,91% ao ano) em outubro. É a maior taxa desde fevereiro de 2009 e a 14ª alta seguida dos juros médios.
As seis linhas de crédito pesquisadas pela Anefac tiveram aumentos nos juros em novembro (confira abaixo):
PESSOA JURÍDICA
Os juros médios cobrados de empresas registraram alta em novembro, passando para 4,22% ao mês (ou 64,22% ao ano).
As três linhas de crédito analisadas viram seus juros subirem.
No capital de giro, os juros subiram de 2,48% ao mês em outubro para 2,52% em novembro.
Já a taxa de desconto de duplicatas avançou para 2,95% ao mês. A conta garantida passou de 7,10% ao mês em outubro para 7,20% ao mês em novembro.
Fonte: Folha Online — 10/12/2015