Os dados são da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que estima um aumento desse número até o final do ano.
Entre janeiro de 2015 e junho de 2016, 170 mil estabelecimentos encerraram suas atividades, segundo a confederação, que considera o número de lojas que possuem funcionários como carteira assinada. Cerca de 50 mil são hipermercados e supermercados.
No primeiro semestre de 2016, o país perdeu 68 mil estabelecimentos comerciais, número um pouco inferior aos 73 mil verificados no segundo semestre de 2015. A confederação espera um segundo semestre melhor neste ano, mas ainda assim com dados negativos.
A CNC também afirma que vê sinais de reação de alguns setores do comércio desde o afastamento da presidente Dilma Rousseff, em maio, principalmente por causa da estabilização nos indicadores de confiança, mas avalia que ainda é difícil estimar quando o setor voltará a crescer.
"O consumo vai demorar um pouco mais para se recuperar, porque o emprego é a última variável que se ajusta", afirma o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas.
Fonte: Folha Online — 02/08/2016