Avaliação realizada pela Boa Vista SCPC apontou retração de 9,3% na procura por demanda de crédito do consumidor no acumulado de 12 meses
De acordo com um levantamento elaborado pela Boa Vista SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito, a demanda por crédito do consumidor registrou queda de 4% no primeiro trimestre deste ano e em comparação ao mesmo período de 2016. Em relação ao acumulado em 12 meses o recuo foi de 9,3%. Já na análise interanual a queda foi de 1,9%. Entretanto, as informações mostraram que na comparação mensal contra fevereiro houve alta de 2,2%, considerando dados com ajuste sazonal.
Vale ressaltar que a Boa Vista SCPC é uma parceria estratégica que atua na tomada de decisões de empresas a fim de reduzir riscos nos negócios. No total, possui 350 milhões de informações comerciais de consumidores e entidades, recebendo aproximadamente 7 milhões de consultas por dia.
Avaliação
No que se diz respeito aos segmentos que integram o indicador, a avaliação em 12 meses apresentou queda de 13,7% nas instituições financeiras, enquanto que a retração do segmento não financeiro foi de 6,7%.
Os resultados da tendência do indicador ainda revelaram fragilidade na demanda por crédito, apesar de algumas melhorias observadas na economia. Fatores como taxas de juros elevadas, rendimentos reais negativos e alto nível de desemprego contribuíram para o resultado, o que impõe maior cautela no consumo por parte das famílias.
Apesar disto, as perspectivas de redução de juros e de inflação devem impactar positivamente a confiança dos agentes, contribuindo assim para a retomada do crescimento da procura por crédito a partir do segundo semestre de 2017.
Metodologia
O indicador de Demanda do Consumidor por Crédito do Consumidor é baseado em dados de empresas coletados pela Boa Vista SCPC. Em janeiro de 2014, os fatores sazonais foram atualizados, havendo uma reelaboração nas séries dessazonalizadas, com a utilização de filtros sazonais como o X-12 ARIMA. É importante lembrar que as séries têm como ano base a média de 2011 = 100, passando por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal.
Fonte: Brasil Econômico — 24/04/2017