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07/06/2018 Alexandro Martello 1.325 leituras

Depósitos superam saques da poupança em R$ 2,4 bilhões em maio

Resultado positivo é o maior para meses de maio desde 2013. No acumulado do ano, depósitos da poupança superam retiradas em R$ 1,71 bilhão.


Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,4 bilhões em maio, informou o Banco Central nesta quarta-feira (6).


O resultado positivo é o maior para maio desde 2013, quando R$ 5,625 bilhões ingressaram na aplicação.


Se considerados os cinco primeiros meses deste ano, os depósitos superaram as retiradas em R$ 1,71 bilhão. Até abril, esse resultado estava negativo. Esse foi, também, o melhor resultado para o período de janeiro a maio desde 2014.


Saldo de R$ 740 bilhões


Com a entrada de recursos na poupança em maio, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou aumento no mês passado.


No fim de abril de 2018, o saldo da poupança estava em R$ 735,432 bilhões. Já ao final de maio, somava R$ 740,639 bilhões.


Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque. Em maio deste ano, os rendimentos somaram R$ 2,801 bilhões.


Atratividade da poupança


Com a queda dos juros básicos da economia em 2017 e nos primeiros meses deste ano, a caderneta de poupança passou a render menos.


Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.


Hoje a Selic está em 6,50% ao ano. Como a regra prevê que a correção da poupança seja de 70% dessa taxa, ela está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.


Mas a queda de rendimento afeta também as aplicações conhecidas como prefixadas, ou seja, que têm por base a Selic.


Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma "excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".


Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.

Fonte: G1 — 06/06/2018

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