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12/05/2025 Marcia Bessa Martins 801 leituras

O que a Panasonic ainda produz?Empresa anuncia demissões

No Brasil, a multinacional possui três fábricas – em São José dos Campos (SP), Manaus (AM) e Extrema (MG)


A Panasonic Holdings, fabricante de eletrônicos japonesa, anunciou, nesta sexta-feira (9), o corte de 10 mil postos de trabalho em todo o mundo, como parte de um esforço para aumentar a sua eficiência operacional e os lucros.


De acordo com comunicado emitido pelo grupo, metade dos cortes será no Japão e os outros 5 mil postos serão fechados em unidades que operam no exterior. Mas não foi especificado quais países e unidades serão atingidos.


Os cortes, que representam quase 4% da força de trabalho do grupo, de um total de 230 mil funcionários, acontecerão principalmente no ano fiscal que terminará em março de 2026.


Empresa foi pioneiro no seculo passado


A Panasonic se tornou uma das principais empresas do mundo no setor eletrônico na segunda metade do século XX.


Atualmente, fabrica linhas completas de geladeiras, televisores, máquinas de lavar, lava-louças, cooktops, coifas, secadores de cabelo, micro-ondas, condicionadores de ar, câmeras digitais, videogame, fones de ouvido e mini system, aparelhos de telefonia, pilhas e baterias, além de atuar no modelo B2B, com circuito fechado de TV, sistema broadcasting(filmadoras profissionais), equipamentos médicos e automatização industrial.


O conglomerado com sede em Osaka, no Japao, também é um dos principais fornecedores de baterias para a Tesla, a fabricante americana de veículos elétricos de Elon Musk.


Reestruturação


De acordo com o comunicado emitido, a empresa estima que estes cortes resultem em custos de cerca de 150 bilhões de ienes (U$ 1 bilhão, ou, R$ 5,8 bilhões de reais).


A Panasonic indicou que irá "rever exaustivamente a eficiência operacional em cada empresa do grupo, focando-se principalmente nos departamentos de vendas e indiretos, e reavaliar o número de organizações e pessoal realmente necessários".


Ainda no comunicado, a empresa alega que a reestruturação visa melhorar a lucratividade do grupo e busca alcançar um retorno sobre o patrimônio líquido — uma medida de lucratividade — de 10% até o ano fiscal que termina em março de 2029.


A Panasonic também disse que terá como meta um lucro operacional ajustado do grupo de pelo menos 600 bilhões de ienes (R$ 23 bilhões) no ano fiscal até 31 de março de 2027, em parte devido a uma reformulação de seus negócios de eletrônicos de consumo, encerramento de negócios deficitários e racionalização dos investimentos em TI.


Baterias de veículos elétricos


A Panasonic também previu um aumento de 39% no lucro operacional de seu negócio de energia para a fabricação de baterias de veículos elétricos neste ano fiscal até 31 de março de 2026, elevando-o para 167 bilhões de ienes, ou R$ 6,5 bilhões, com a expectativa de vendas mais altas de baterias e sistemas de armazenamento de energia.


O negócio de energia, que fabrica baterias para a Tesla e outros fabricantes de automóveis, faturou 120,2 bilhões de ienes, ou cerca de R$ 4,7 bilhões, no ano que terminou em março, abaixo de sua própria previsão de 124 bilhões de ienes, ou R$ 4,8 bilhões.


No Brasil


A Panasonic do Brasil, subsidiária do grupo japonês, iniciou suas atividades no Brasil em 1967, com a importação e comercialização de pilhas.


Atualmente, possui mais de 2 mil funcionários em três fábricas e no escritório administrativo e comercial instalado em São Paulo.


A unidade fabril de São José dos Campos (SP) foi inaugurada em 1974 para produção de rádios portáteis. Atualmente produz pilhas alcalinas, pilhas de zinco-manganês e componentes mecânicos para a linha de áudio e vídeo, além de componentes para a linha de micro-ondas.


A fábrica de Manaus (AM) foi inaugurada em 1981 e lá a Panasonic concentrou um centro de produção de TVs e aparelhos de som.


Quando a empresa decidiu encerrar a produção de televisores e produtos de áudio no Brasil, em 2021, a unidade passou a focar na produção de outros produtos, como micro-ondas, produtos automotivos e componentes eletrônicos.


E a terceira unidade é a de Extrema (MG), a fábrica de linha branca da Panasonic no Brasil, com foco em produção sustentável, inaugurada em 2012.

Fonte: economia.ig — 10/05/2025

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