As empresas não dão estimativas precisas de quantos voos devem ser afetados, pois não só as decolagens marcadas para o horário sofrerão atraso como os destinos em sequência das aeronaves.
O SNA (sindicato dos aeroviários) revisou de 300 para 200 sua estimativa do número de voos que podem ser impactados, segundo seu vice-presidente Rodrigo Spader.
Embora tenha dito anteriormente que a greve poderia invadir o Carnaval, a entidade retificou ontem que, caso os empregadores não aceitem as demandas da categoria, a greve pode avançar pelos dias seguintes, mas deve haver uma trégua no feriado.
Ainda na tarde de ontem, o Tribunal Superior do Trabalho concedeu liminar pedida pelo Snea (sindicato das empresas aeroviárias) determinando que sejam mantidos 80% dos aeronautas e aeroviários em serviço a partir desta quarta-feira e durante o período do Carnaval, enquanto durar a greve.
Executivos do setor afirmam que o impacto real da greve só poderá ser conhecido na manhã de hoje e dependerá da adesão, pois, na ausência de um único tripulante, um voo não pode decolar, ainda que todo o restante da equipe esteja presente.
A recomendação do setor aos passageiros foi que procurassem as companhias para tentar remarcar seus voos.
A TAM liberou taxas de remarcação e a Gol procurou passageiros com mensagens e ligações para viabilizar as remarcações ou reembolso. A Azul não se pronunciou.
A categoria reivindica reajuste com reposição da inflação de dezembro de 2014 a dezembro de 2015, 11% retroativo à data-base.
Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas são responsáveis pela prestação de assistência decorrente dos transtornos gerados pela grave, como alimentação, comunicação e hospedagem.
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RAIO-X DA GREVE
Quais aeroportos serão afetados?
Congonhas, Guarulhos e Viracopos (SP), Santos Dumont e Galeão (RJ), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE)
Qual é o horário da grave?
Os trabalhadores anunciaram a interrupção de decolagens entre as 6h e as 8h (horário de Brasília) desta quarta-feira (3)
O que o passageiro deve fazer?
Entrar em contato com a companhia aérea. Segundo a Abear (entidade do setor), passageiros com partidas marcadas para o horário da paralisação podem alterar os planos de viagem para outro horário ou uma nova data.
Quem mantiver os planos de viagem deve fazer o check-in antecipadamente e dar preferência aos canais eletrônico, como os sites das companhias, os aplicativos e totens de autoatendimento nos aeroportos
Quais são os direitos do passageiro?
Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas devem informar sobre atrasos e cancelamentos, além de oferecer facilidade de comunicação (ligação telefônica, internet e outros) para atrasos superiores a uma hora.
Também tem de oferecer alimentação em caso de atrasos superiores a duas horas e acomodação e traslado para atrasos superiores a quatro horas.
A Anac também recebe reclamações pela internet ou pelo telefone 163.
Fonte: Folha Online — 03/02/2016