Acchile Biagioli, 36, então funcionário de uma agência de publicidade que já sofria os efeitos da crise econômica, decidiu apostar em um segmento que considerava pouco atendido pelo mercado: salada em potes, que poderiam ser pedidas por delivery.
"Era um produto que eu não encontrava no mercado. Se eu quisesse comer uma salada, teria que ir a um restaurante e pedir um prato, que geralmente é grande demais. Eu queria algo que fosse fácil de carregar, que pudesse ser levado em uma bolsa", diz.
As primeiras refeições foram montadas na cozinha da agência, com o apoio do empregador, que virou sócio.
Com R$ 200 emprestados do cartão de crédito da mulher, Biagioli foi ao sacolão e comprou folhas, legumes e as primeiras embalagens. O sócio criou o logotipo e o rótulo das saladas. O resultado foi fotografado e as vendas eram feitas pela internet.
"No primeiro dia, vendemos só uma. Fiquei muito frustrado. Investi R$ 30 em um anúncio no Facebook, ′uma ostentação′, porque na época era muito dinheiro para mim. E começou a dar resultado", conta Biagioli.
Ao completar um mês, o Saladenha vendia uma média de 50 refeições por dia, e o negócio precisou migrar para uma cozinha industrial.
"Um amigo meu tinha um prédio histórico, com uma cozinha industrial. Ele nos emprestou o espaço por seis meses, contanto que a gente consertasse o telhado, que tinha goteiras", lembra.
O terceiro sócio chegou em junho. O investimento foi suficiente para abrir a primeira loja, que servia saladas no balcão e fazia entregas em Salto (São Paulo).
O quarto sócio injetou R$ 1,5 milhão. "Montamos um sistema de franquia e hoje há lojas em Itu, Salto e São Roque", explica Biagioli.
O investimento também serviu para que abrissem outra empresa, a Fazenda Urbana, um galpão de quase 500 m² em Salto, para processar e distribuir os alimentos usados nas lojas da Saladenha",
Considerando Saladenha e Fazenda Urbana, Biagioli emprega 30 funcionários.
Para este ano, a empresa negocia 27 novas lojas –duas delas, em Campinas e Indaiatuba, já confirmadas. São Paulo, Sorocaba, Santos e Jundiaí também devem receber restaurantes em 2016.
Fonte: Folha Online — 09/02/2016