SÃO PAULO - Compre um, pague dois: essa é a realidade de quem escolhe o crediário como forma de pagamento no comércio. A possibilidade de parcelar em mais vezes e a maior facilidade de aprovação de crédito podem fazer o carnê parecer um bom negócio à primeira vista, mas é preciso prestar atenção às taxas de juros, que superam 110% ao ano.
Como comparação, essa taxa é quase quatro vezes maior do que os juros cobrados no financiamento de veículos, de 30,8% ao ano, de acordo com os últimos dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). No caso de empréstimo pessoal em bancos, a taxa está em 67,8%.
Por isso, o educador financeiro Vinicius Azambuja, da Novi Soluções Financeiras, acredita que o crediário deve ser a última opção. “A parcela do carnê acaba sendo menor por causa do prazo mais longo. Mas não se engane: quanto maior o prazo, maiores os juros”, diz. Na Casas Bahia, por exemplo, é possível comprar eletrodomésticos e eletroeletrônicos em até 18 vezes no carnê, ao custo de 115,07% ao ano. No Magazine Luiza, a taxa está em 112,9%.
Fonte: Estadão — 08/08/2016