Serasa Experian registrou recuo na demanda por crédito de diversos setores econômicos em 2016. A indústria caiu -5,0% e o comércio -3,6%
O Indicador Serasa Experian de Demandas das Empresas por Crédito, feito pela empresa de serviços de informações Serasa Experian, registrou na comparação de 2016 para 2015, um recuo de 2,2% na busca empresarial por crédito. De acordo com o indicador, esse foi o pior resultado da demanda das empresas por crédito dos últimos quatro anos.
Segundo economistas da Serasa Experian , a baixa demanda por capital de giro impactou negativamente a demanda das empresas por crédito em 2016, principalmente se levados em consideração fatores como o aprofundamento da recessão, a redução no patamar da confiança empresarial e as altas taxas de juros.
Análises
No ano passado, as quedas abrangentes a demanda por crédito nas médias e grandes empresas foram de 12% e 10,4%, respectivamente. Em relação as micro e pequenas empresas, o resultado apresentado foi menos significativo, uma vez que o recuo no acumulado de janeiro a dezembro foi de -1,7%, se comparado ao mesmo período de 2015.
Todos os setores econômicos que fazem parte da pesquisa apontaram quedas em suas demandas por crédito no acumulado do ano passado. Se comparado a 2015, a indústria registrou recuo de -5,0%. Assim como o comércio e o setor de serviços, que decaíram -3,6% e -0,1%, respectivamente.
Ainda levando em consideração o acumulado de 2016, a demanda empresarial por crédito regrediu em quatro regiões do País. Na região Centro-Oeste, o recuo foi de -2,3% e no Nordeste foi de -2,4%. Já no Sudeste a demanda caiu -1,2% e -5,6% no Norte. Em contrapartida com as quedas registradas, a região Sul foi a única a atingir um resultado positivo ao longo do ano passado, com alta de 0,8%.
Metodologia
Vale ressaltar que o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é desenvolvido por meio da consulta mensal de 1,2 milhão de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O indicador também é baseado em dados fornecidos pela Serasa Experian e organizado em diferentes segmentos como setor, porte e região geográfica.
Fonte: Brasil Econômico — 23/01/2017