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28/08/2017 1.574 leituras

Conta de luz terá bandeira tarifária amarela em setembro, diz Aneel

Mudança da bandeira de vermelha para amarela foi determinada por uma melhora das condições hidrológicas ocorrida nas regiões Sul e Sudeste
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a bandeira tarifária para setembro será amarela. Isso representa um acréscimo de R$ 2 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora (kwh) consumidos, valor inferior ao vigente no mês de agosto, que adiciona R$ 3 a cada kwh consumidos.
De acordo com a Aneel, o que determinou a mudança da bandeira de vermelha para amarela foi a melhora das condições hidrológicas nas regiões Sul e Sudeste. No mês de agosto, a bandeira vermelha em vigor na conta de luz é a de patamar 1.


Segundo informações do relatório do Programa Mensal de Operação do Operador Nacional do Sistema (ONS), o valor da usina térmica mais cara em operação é de R$ 411,92/megawatts/hora, o que foi determinante na redução da bandeira vermelha para a amarela.
Custo de acionamento


O que define a cor da bandeira tarifária do mês é o custo de acionamento das usinas termelétricas. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas.


A cor da bandeira é impressa na conta (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração. Nos períodos em que chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.


Ainda de acordo com a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra, mas uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.
A agência, no entanto, admite que a metodologia das bandeiras deve ser revisada no ano que vem. O objetivo é evitar mudanças bruscas na conta de luz de um mês para o outro. Ainda assim, a Aneel defende que o sistema atual sinaliza o custo efetivo da energia gerada, estimulando o uso consciente da energia elétrica por parte da energia elétrica.

Fonte: Brasil Econômico — 25/08/2017

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