Primeira parcela do reajuste é de 6,121% e tem prazo indeterminado; segunda parcela, de 4,094%, vai vigorar por 64 meses.
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações publicou nesta terça-feira (31) a portaria que autoriza o reajuste das tarifas postais dos Correios para serviços nacionais e internacionais.
A autorização já havia sido dada pelo governo conforme uma portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles no dia 18. No entanto, os Correios disseram, na ocasião, que a medida ainda dependia da portaria do Ministério da Ciência para entrar em vigor.
As novas tarifas não se aplicam ao segmento de encomendas (PAC e Sedex) e marketing direto, de a acordo com a estatal.
O novo reajuste acontece em duas parcelas. A primeira será de 6,121% por prazo indeterminado. Já a segunda será de 4,094% e passa a vigorar por 64 meses.
Segundo a portaria publicada pelo Ministério da Fazenda, o serviço da carta não comercial passará a custar R$ 1,25. No caso de telegrama nacional redigido pela internet, a nova tarifa passará para R$ 7,69 por página.
O último reajuste foi anunciado em abril, quando a estatal elevou os preços das tarifas em 7,49%, quando informou que a mudança serviu para compensar o represamento das tarifas em anos anteriores, quando não houve repasse integral da inflação.
Os Correios enfrentam a mais grave crise financeira de sua história, acumulando dois rombos de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos.
Fonte: G1 — 30/10/2017