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23/11/2017 2.772 leituras

Loja de colchões indenizará casal por propaganda enganosa

Comércio vendeu colchão com fins terapêuticos, mas produto não apresentou resultado esperado.


Uma loja de colchões foi condenada ao pagamento de indenização a um casal por propaganda enganosa. O comércio vendeu colchão com a promessa de que o produto amenizaria dores na coluna, mas o resultado esperado não foi alcançado. A decisão é da 7ª câmara Cível do TJ/PR.


O casal realizou a compra do colchão ao ser informado que o produto teria fins terapêuticos, amenizando dores e possibilitando o relaxamento para quem possui problemas na coluna. Porém, ao constatar que o colchão não correspondia ao resultado prometido, o casal pediu a rescisão do contrato de compra e a devolução do valor pago pelo colchão, o que não foi atendido pela loja, que tentou trocar o produto, mas não teve sucesso.


Insatisfeitos, os autores entraram na Justiça pleiteando indenização por danos morais em virtude de propaganda enganosa, já que a promessa dos benefícios trazidos pelo colchão não havia sido cumprida.


A 3ª vara Cível de Curitiba deu provimento ao pedido, e condenou a ré ao pagamento de R$ 2 mil de indenização por danos morais a cada um dos autores. O juízo também condenou a requerente a declarar a rescisão de contrato e a ressarcir o valor pago pelo produto.


Em recurso, o casal pediu a majoração do valor da indenização. Entretanto, a 7ª câmara Cível do TJ/PR manteve o valor de R$ 4 mil fixado pela sentença. O colegiado considerou que a venda sob a promessa de que o colchão teria fins terapêuticos afronta o artigo 37 do CDC, que dispõe sobre a proibição de propaganda enganosa.


"Nestes termos, após a caracterização da frustração do consumidor pela propaganda enganosa que lhe acometeu e induziu na compra de produto que não correspondeu ao que foi prometido, correta a sentença na fixação do dano moral diante da expectativa do resultado não correspondido e frustração do investimento."


Participaram do julgamento os desembargadores Luiz Antonio Barry – relator, Ana Lúcia Lourenço e Ramon de Medeiros Nogueira.


Os autores da causa foram patrocinados pelo advogado Marcelo Rubel, do escritório Engel Rubel Advogados.


- Processo: 0004000-92.2015.8.16.0035


Confira a íntegra do acórdão.

Fonte: migalhas.com.br — 22/11/2017

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