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27/04/2018 Maeli Prado 1.534 leituras

Juros e spread recuam em março, mas não recuperam alta de fevereiro, diz BC

Inadimplência voltou a cair e novos empréstimos também tiveram queda


As taxas de juros e o spread (diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram em empréstimos) recuaram em março na comparação com fevereiro, mas ainda se mantiveram acima do patamar registrado em janeiro, mostram dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (26).


A inadimplência, por outro lado, caiu em relação a fevereiro e também a janeiro.


Segundo o BC, a taxa de juros cobrada do consumidor nos chamados recursos livres, em que os bancos definem livremente as taxas, recuou de 57,7% para 57,2% ao ano entre fevereiro e março.


Em janeiro, essa taxa média cobrada de pessoas físicas era menor, de 55,8%.


Já o spread para consumidores recuou de 49,2 pontos em fevereiro para 49 pontos percentuais no mês passado, ainda acima dos 47,2 pontos de janeiro.


A inadimplência dos empréstimos a consumidores com recursos livres caiu de 5,1% para 5%, abaixo dos 5,3% registrados em janeiro.


Os novos empréstimos tiveram queda em março, segundo dados da média diária, que exclui o efeito de número de dias em cada mês.


Em fevereiro, as novas concessões somaram R$ 14,7 bilhões por dia, enquanto no mês passado esse valor foi de R$ 14,3 bilhões.


A taxa básica, a Selic, caiu de 14,25% ao ano no final de 2016 para os atuais 6,5% ao ano. Na avaliação de economistas, porém, a redução expressiva não chegou aos juros na ponta.


ALTA NO ROTATIVO


A taxa de juros do cartão de crédito rotativo cresceu de 332,4% ao ano para 334,5% ao ano.


Esse crescimento aconteceu por causa da alta de juros na modalidade regular, em que os clientes quitam pelo menos 15% da fatura no vencimento, com um aumento de 239,1% ao ano para 243,5% ao ano.


Já na modalidade não regular, em que nem o mínimo da fatura é pago, houve uma leve queda nos juros, de 399,6% para 397,6% ao ano.


Os juros do cheque especial, segundo o BC, também aumentaram, de 324,1% ao ano em fevereiro para 324,7% ao ano.


Fonte: Folha Online — 26/04/2018

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