O programa completa quinze anos em 2018 São Paulo passou a receber uma fatia maior dos recursos do Bolsa Família nos dois últimos anos —em 2016, 9,2% dos recursos eram destinados ao estado, e em 2018, são 9,8%.
Trata-se do maior ganho percentual no período.
Os municípios do estado tradicionalmente ficavam aquém do número de beneficiados que poderiam incluir, diz Marcelo Neri, professor da FGV.
“São Paulo e Rio de Janeiro eram os estados onde havia mais discrepância entre taxa de pobreza e proporção de contemplados, e os números de 2016 para cá podem ser uma correção de desvio.”
O número de famílias que recebem a bolsa é calculado pelo nível de pobreza em cada município. Os gestores locais cadastram os candidatos que têm perfil de beneficiadosO passo seguinte da concessão é do governo federal, que analisa os dados e decide quem será atendido.
Houve um esforço em São Paulo nos últimos dois anos para incluir famílias, diz o sociólogo Antonio Ibarra, consultor do Ministério do Desenvolvimento Social.
“Como a revisão aconteceu durante a crise, os pagamentos foram maiores, porque são calculados com base na distância do orçamento familiar da linha de pobreza.”
Pelo tamanho da população, o número de pessoas que têm perda de receita é, em valores absolutos, mais alto que em outros estados, segundo Eduardo Fagnani, professor de economia da Unicamp.
Fonte: Folha Online — 15/06/2018