"A indústria vem se deteriorando há dez anos, desde que os produtos chineses começaram a ser importados com facilidade, mas 2015 está realmente assustando", diz o presidente da entidade, Ronald Masijah.
O principal entrave do setor, porém, deixou de ser a concorrência com os chineses e passou a ser a debilidade do mercado interno.
"Os números de dispensa [de funcionários] e de queda na produção vêm se acelerando como uma progressão geométrica", acrescenta o executivo, que também é sócio da fabricante paulistana de lingeries Darling.
Nos nove primeiros meses de 2015, o volume produzido no país recuou 14%. Durante todo o ano passado, a retração foi de 4%.
A crise ainda fez 1.732 confecções fecharem neste ano em todo o Brasil. Dessas, 20% estavam instaladas em São Paulo.
A alta do dólar, no entanto, deverá melhorar o cenário ao dar mais competitividade ao produto nacional. Masijah acredita que, se a moeda se mantiver no patamar atual, as exportações deverão aumentar de forma significativa a partir do segundo semestre de 2016.
Fonte: Folha Online — 13/11/2015